Bem-vindo viajantes

Bem-vindo viajantes! Esse blog tem como objetivo tornar público algumas questões, reflexões e vivências que tenho tido, daí o nome "Viagens de Paulo Pom". As postagens e discussões desse espaço envolverão os seguintes temas: meio ambiente, sustentabilidade, ciclismo e cicloturismo, montanhismo e vivência ao ar livre. Mas viagens por outros mundos também serão feitas...

terça-feira, 1 de março de 2011

SOFRI UM ACIDENTE COM A BIKE !!!

Para mim, um mistério, algo que penso: "mas será que aconteceu mesmo?"

Para outros, eu nasci de novo.

Terça-feira, 15/fev/2011, por volta das 14hs.: peguei minha bicicleta num estacionamento e comecei a pedalar de volta para casa. Eu estava na Praça da República, atrás da Secretaria de Educação. Entrei na Av. São Luiz, na pista do lado esquerdo (essa avenida é dividida em duas partes por um canteiro central e eu prefiro trafegar pela pista da esquerda para evitar o grande fluxo de ônibus do lado direito).

A última coisa que eu me recordo é que a Av. São Luiz estava sem veículos.

Depois, tive a sensação que estava dormindo e que acordei. Para minha surpresa eu não estava na minha cama, mas sim sentado na calçada, com a bicicleta caída, algumas pessoas falando ao meu redor de forma desconexa e um ônibus coletivo parado.

Foi a coisa mais estranha que já vivi. Eu estava tonto, não entendia o que tinha acontecido e como fui parar naquele cenário.

Aos poucos, fui sacando que eu havia me acidentado. Percebi que nada estava quebrado ou machucado, somente arranhões no cotovelo e joelho. Mas a cabeça doía e quando retirei o capacete, notei que ele estava um pouco rachado. É, eu havia batido a cabeça em algum lugar e o capacete me salvou...

Capacete rachado: o salvador

A cobradora do ônibus estava assustada. O motorista, mais calmo, me disse: "olha, vc nem teve culpa, porque vc foi desviar de um buraco e bateu no ônibus". E me mostrou a marca do guidão da bike na lataria do veículo, um pouco depois da roda dianteira. Mesmo tonto, não acreditei naquela narrativa, mas não tive condições de argumentar.

Parou um CET e uma ambulância, mas eu dispensei o atendimento, pois achei que estava bem. Na verdade foi um erro, como eu tinha batido a cabeça, eu deveria ter ido ao hospital, mas a única coisa que eu queria era sair daquela situação e ir para casa.

Voltei para casa empurrando a bicicleta.

No dia seguinte, retornei ao local do acidente e, como suspeitava, não havia buracos no asfalto. Tenho grande desconfiança que aconteceu comigo o que muitos ciclistas já sofreram, ou seja, a situação onde a cabine do ônibus passa ao lado do ciclista e o resto do veículo vai fechando o caminho da bicicleta até que não há mais espaço e o choque acontece. Enfim, o motorista se esquece do restante do corpanzil do busão e fecha mesmo o cicilista!! É a infração ao art. 201 do Código de Trânsito, a Márcia se acidentou assim, mas ela foi parar embaixo do ônibus, infelizmente.

Coincidentemente, na mesma semana, recebi alguns emails de uma galera falando em montar palestras educativas para as empresas de ônibus, explicando como os motoristas devem se portar em relação aos ciclistas. E numa das mensagens, colocaram a seguinte foto:


Não sei em que país esse ônibus circula. Mais imagens podem ser acessadas no seguinte sítio:  https://picasaweb.google.com/RICKLANGLOIS/2ndBikeFestMay42008#5227932659710833746

Mais informações sobre a ong que organizou essa ação: http://www.champaigncountybikes.org/index.html

A imagem abaixo, segundo o blog Falanstério (http://falansterios.blogspot.com/2009/05/falansterio-101-exemplo-de-publicidade.html) é de um ônibus na Nova Zelândia.




Eu estive na Nova Zelândia em 2009, viajando de bicicleta por 40 dias. Não vi ônibus com esses cartazes por lá, mas a cena do automóvel passando a 1.5m do ciclista aconteceu comigo inúmeras vezes. Aliás, era muito raro acontecer de outra forma. Essa conduta é normal para os neozelandeses, é como parar no farol vermelho.

Acreditem se quiser: na Nova Zelândia, em estradas de mão dupla que não tinham acostamento, onde eu era obrigado a pedalar no canto da rodovia, os carros só me ultrapassavam se não estivesse vindo outro veículo no sentido contrário. Ou seja, nada de me apertar para fazer a ultrapassagem!! E digo mais: não foram raras as vezes em que automóveis ficaram esperando atrás da minha bicicleta o carro passar do outro lado. Eu até me espremia junto a faixa, mas os automóveis não me ultrapassavam. Incrível!!!

A foto abaixo eu tirei na principal estrada da Ilha Sul, na Nova Zelândia:.

"Divida a estrada": veículos automotores e ciclistas
dividem numa boa as estradas da Nova Zelândia

Eduardo Green também tem uma foto de um coletivo na Nova Zelândia com uma mensagem para a segurança de ciclistas: http://www.flickr.com/photos/edugreen/3532376052/.

Olha, se a distância legal de 1,5m fosse respeitada em S. Paulo, talvez não sentiríamos tanto a necessidade de faixas exclusivas para ciclistas. O que pensam sobre isso? Talvez eu faça uma enquete.

PERCEPÇÕES DO MUNDO

Sempre ando por aí com uma pequena câmera digital registrando cenas do dia-a-dia. Assim, resolvi criar uma sessão nesse blog com o nome de PERCEPÇÕES DO MUNDO. De tempos em tempos vou publicar nesse espaço algumas imagens que registrei por aí.

Na primeira edição da sessão PERCEPÇÕES DO MUNDO trago algumas imagens da bicicletada de S.Paulo, que foram realizadas nos dias 28/janeiro e 25/fevereiro deste ano.





Av. Paulista vista da Praça do Ciclista: concentração da bicicletada (28/1/11)


Av. Paulista - 28/jan/11


Pai com sua linda filha: Bicicletada de 25/fev/11


Bicicletada de 25/fev/11: ciclistas ocupam Av. 23 de Maio rumo ao Túnel Ayrton Senna

Histórico: ciclistas trafegam pelo Túnel do Senna, abaixo do Parque do Ibirapuera (Bicicletada de 25/2/11)

Mais sobre a bicicletada de 25/fev/2011: