Bem-vindo viajantes

Bem-vindo viajantes! Esse blog tem como objetivo tornar público algumas questões, reflexões e vivências que tenho tido, daí o nome "Viagens de Paulo Pom". As postagens e discussões desse espaço envolverão os seguintes temas: meio ambiente, sustentabilidade, ciclismo e cicloturismo, montanhismo e vivência ao ar livre. Mas viagens por outros mundos também serão feitas...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

SEMINÁRIO DE AGUDOS/SP

"Agudos é um cantinho do céu..."


Entrada do Seminário de Agudos
Foram essas as palavras que minha querida madrinha de batismo usou para definir o Seminário Santo Antonio, situado na pequena cidade de Agudos, interior de S. Paulo (330 km da Capital).


Mapa:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agudos
Durante muitos anos da minha infância, eu e minha família passamos férias no Seminário de Agudos. Depois de uma longa ausência, voltamos por alguns anos da década de 90...

A grandeza do Seminário de Agudos há décadas atrás.
Foto: autor desconhecido
(essa foto fica num porta retrato ao lado da minha cama)


Tenho várias lembranças dos momentos maravilhosos em Agudos: o clima familiar (pais, irmãos, primos, tios), os longos corredores das alas, a piscina e seu trampolim, os jogos de futebol (familiares x seminaristas), os concursos de fantasias quando eu e meus primos éramos pequenos (todos ganhavam no final), o canto dos pássaros nos jardins, a paz no interior da igreja, a brincadeira de empurrar as priminhas em caixotes pelo chão liso dos corredores...

 A paz sempre presente na igreja do Seminário de Agudos

O Seminário de Agudos é um lugar muito especial, não importa a religião que se segue. Paz, boas energias e momentos onde se parece estar mais conectado com o Criador.


Nessa postagem, quero transmitir um pouco das sensações que vivenciei no Seminário de Agudos nos últimos dias de 2011 e nos primeiros de 2012.

 A fachada da Igreja


Foram cerca de 15 dias hospedado no Seminário para adiantar um pouco a minha dissertação de mestrado. Além desse "retiro de estudos", foi uma boa oportunidade de meditar num ambiente muito inspirador.

As alas do Seminário são ligadas por corredores...


O Seminário está situado numa fazenda adquirida na década de 1940 pelos Franciscanos, ligados à Igreja  Católica. A construção do prédio se  iniciou por volta de 1950 e foi feita aos poucos, finalizando-se em 1955, com a inauguração da igreja.

...  que beiram belos jardins.
Em cada passeio pelos corredores e pelos jardins do Seminário, eu me surpreendia com novas imagens, como esses três irmãos gatinhos que se juntaram para uma soneca:


Bastava abrir o coração para algo de especial se revelar:


Está certo... uma foto de um lustre pendurado no teto está longe de ser algo especial... Mas olhem mais de perto: 



Já tinham visto um ninho como este?


Para que ninguém incomodar o sono da família passarinho, escrevi um aviso numa fita crepe e grudei no interruptor que acende esse lustre.


Na primeira semana do ano, chegou um grupo grande de professores e alunos para realização de um curso de música litúrgica (CELMU - www.celmu.com.br).







Como o Seminário é enorme, pude continuar concentrado no meu trabalho, mas com a companhia de belas vozes musicais. Vale a pena conferir um pouco do coral:



 Esse vídeo está editado, se quiser assisti-lo inteiro e no original, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=D3XOYVqZ4oU


Durante algumas manhãs, um dos jardins ficou perfumado por inúmeras Damas-da-noite (Cestrum nocturnum), uma planta cuja flor se abre a noite e exala um perfume muito agradável, antes de se fechar pela manhã.



Outras flores também mostraram suas cores:



E a Mãe Natureza se manifestou de varias outras formas:





Na passagem de 2011 para 2012, eu estava sozinho. Foi a primeira vez na vida que estive só no ano novo. Não vi fogos, não abracei alguém e também não recebi abraços. 


Essa parte foi meio triste, mas o ambiente do Seminário e sua natureza harmoniosa me revigoravam. Assim,  ao acordar com os primeiros raios de sol do dia 1º, percebi que a tristeza já tinha ido embora.


Outras imagens podem ser vistas na animação de fotos que preparei, embalada pela música  Greensleeves, tocada em órgão:


video


Se quiserem uma tela maior, vejam no youtube: 
http://www.youtube.com/watch?v=3lNd5BoCp_c&feature=youtu.be

Se estiver pela região de Bauru/SP, vale a pena visitar esse local. Afinal....


"Agudos é [mesmo] um cantinho do céu"




AGRADECIMENTOS:


- Juliana, da secretaria do Seminário; 


- Frei Tiago, Frei Reinaldo e demais frades, pela hospedagem e acolhida;


- João, pela troca de idéias.


- Profa. Sonia, do Celmu/2012.


- Aos alunos e demais participantes do Celmu/2012, por terem compartilhado suas vozes encantadas.


OBSERVAÇÕES:


Ponto negativo para a quantidade abusiva e ofensiva de pedágios: a intolerável política tucana... 

SP/Agudos/SP - Total de 660km e mais de 16 pedágios:
Um ROUBO do Governo Estadual., que há mais de 16 tem o mesmo
partido no comando

SÃO PAULO: A CIDADE DAS BICICLETAS (?) - Parte II

Ilustração com base em montagem feita pelo jornal O Estado de SP

Em jul/2011 fiz uma postagem onde discuti se SP podia ser considerada a cidade das bicicletas:  


Em um comentário, o colega Waldson Gutierres (Antigão)  considerou SP como a "cidade dos que sofrem para andar de bicicleta", ressaltando o poder da "armadura de lata".


Para mim, ao mesmo tempo que NÃO, São Paulo é SIM a cidade das bicicletas. De um lado, o descaso e o desrespeito ainda imperam, do outro, muita gente usa as magrelas como meio de transporte e a cidade já vem respondendo, ainda que lentamente, a esta demanda.

Esse adesivo é visível em bicicletas e até mesmo automóveis.
Foi a Prefeitura que o confeccionou?

Novos caminhos para as bicicletas:

O número de ciclovias e, especialmente, ciclorotas, vêem crescendo (lembrando: na ciclovia existe separação física entre bicicletas e carros e na ciclorrota ambos usam o mesmo  espaço da rua, mas as primeiras têm preferência e há pinturas no asfalto indicando essa prioridade). 

Além do conjunto cicloviário instalado no bairro de Moema, que causou muitas polêmicas (ver  http://viagensdepaulopom.blogspot.com/2011/11/ciclovia-em-moema-s-paulo-polemica.html) outros sistemas vêem sendo implantados:  


O bairro do Brooklin (zona sul) ganhou uma rota cicloviária de 15km em junho/2011, conectando o Parque do Cordeiro a Av. Jornalista Roberto Marinho, passando por diversas ruas, como mostra o mapa abaixo.


Ciclorrota do Brooklin
Ilustração do jornal O Estado de S. Paulo
21/jun/2011, matéria Rodrigo Burgarelli e Vitor Hugo Brandalise
(clicar para ampliar)
No bairro da Lapa (zona oeste) foi inaugurada uma ciclorota de 18km, conectando os Parques Villa Lobos e Água Branca, como mostra o mapa abaixo.

Ciclorrota do Bairro da Lapa
Ilustração do jornal O Estado de S. Paulo
7/dez/2011, p. C10, matéria Caio do Valle
(clicar para ampliar)
Na Mooca (zona leste), outro bairro da cidade de SP, a Prefeitura instalou mais 8 km de ciclorrotas:


Ciclorrota do Bairro da Mooca
Ilustração do jornal O Estado de S. Paulo
7/dez/2011, p. C10, matéria Caio do Valle
(clicar para ampliar)
Parte desses novos percursos passam por vias movimentadas e grandes cruzamentos, o que é muito bom, pois a cidade tem que se adequar à movimentação de ciclistas, que tende a ser cada vez maior.

Existe também um pequeno sistema ligando o metrô Butantã e a Cidade Universitária (USP), tema que terá uma postagem própria em breve.

A Ciclofaixa de lazer:

A Ciclofaixa que funcionada aos domingos e feriados nacionais, das 7 às 16hs., já é um espaço consagrado de lazer na capital paulista.


Para quem não conhece, a ciclofaixa é uma diversão
segura. Vale a pena
Cada vez mais ciclistas transitam pela ciclofaixa, que conta com o auxílio de diversos colaboradores, como mecânicos e sinalizadores nos faróis. Muitos ciclistas usam a ciclofaixa não só para lazer, mas também para se acostumarem a transitar pelas ruas e avenidas de São Paulo. 

Integração Bicicleta + Metrô/Trem:


Desde 2007, o ciclista pode embarcar com sua bicicleta no metrô e trens de SP (dias de semana a partir das 20:30hs; sábados após às  14hs; domingos e feriados o dia todo). 


Segundo o Metrô, 53 ciclistas por dia usufruem desse benefício durante a semana. No domingo, esse número sobe para 573. 


Mas carregar as bicicletas pelas escadas rolantes era proibido. O ciclista era obrigado subir e descer inúmeros degraus com uma bici que pesa, em média, 20kg. Absurdo!


No entanto, a partir de 04/fev/2012, o Metrô e a CPTM liberaram as escadas rolantes que estão subindo e isso se deu graças a uma campanha que reivindicou mudanças. Vejam o  vídeo e a carta que impulsionaram a medida:
  




Uma conquista significativa. Mas ainda é proibido carregar a bicicleta pelas escadas rolantes que descem. O Metrô alega que o usuário pode não aguentar o peso de sua magrela, mas eu não vejo diferença em suportar a bici na escada rolante que sobe ou que desce, até porque o ciclista pode se valer do freio da bicicleta para mantê-la imóvel.

Além disso, é perigoso descer uma longa escada carregando uma bicicleta, não só pelo peso, mas também pelo seu tamanho. Mas os burocratas gostam de proibir... 

Menos Carros!!?? 
Não...


"Mais bicicletas!!! Menos carros!!"


Essas são apenas algumas palavras de ordem gritadas pelos participantes da Bicicletada. 


Aliás, qualquer um que sonha com uma cidade decente, limpa e viável social e ambientalmente sabe que é preciso menos carros. Aliás, menos carros no planeta é algo bem desejável.


Um dia o jornal trouxe a seguinte manchete: "Aumento da frota de carros desacelera em SP". Um sonho que começa a realizar-se, pensei alegremente.


Infelizmente, era um engano. 


A matéria explicava que o Detran/SP emplacou menos carros cidade de SP nos últimos 4 anos. A média diária de 2011 foi de 328 carros, contra 647 em 2008.


Mas as vendas de automóveis zerados se mantiveram estáveis na cidade durante o mesmo período: foram 283 mil unidades em 2008 contra 276 mil em 2011 (Fenabrave).


É provável que esse desencontro de dados ocorra porque parte dos carros vendidos na cidade de SP são emplacados em outras cidades da região metropolitana, que mostram crescimento da frota: Guarulhos emplacou 70 carros por dia (média de 2011), contra 48 em 2008; em S. Bernardo, o aumento foi de 39 (2008) para 47 (2011).


A verdade é que boa parte dos veículos emplacados em cidades adjacentes é usado na capital, que já tem uma frota de 7,1 milhões de veículos (5,2 milhões são automóveis) (Detran/SP). 


É por isso que, na hora de pico, a média da velocidade dos carros na cidade de SP é praticamente igual a de uma galinha (ahahaha), como noticiou em 2010 o jornal "Folha de S. Paulo":

 Jornal Folha de S. Paulo de 05/mar/2010
"No rush, carro tão veloz quanto galinha"
Mais Bicicletas!!??
Sim!!!

O número de bicicletas também vêem crescendo bastante em  SP, da mesma forma que o uso desse veículo como meio de transporte. Veja a tabela abaixo as viagens de bicicleta por dia em 1997 e em 2007:  um salto de 177% . 


No entanto, a mesma pesquisa mostra que em 2007 a bicicleta correspondia a apenas 0,6% das viagens em relação  à outras formas de se transportar, incluindo a pé: 


Se em 2007, 156 mil pessoas usavam diariamente a bicicleta como meio de transporte em SP, hoje esse número é muito maior. Basta olhar para as ruas. 

Essa demanda faz com que o Poder Público tenha que se mexer. E os motoristas que são mal educados são obrigados a nos tolerar, porque é uma "revolução" sem volta.

Viaduto do Chá, centro de SP;
um dia de inverno de 2009, às 6:45:
ciclista carregado de alimentos.

E você, o que pensa? São Paulo é ou não a cidade das bicicletas?

 Um senhor usando a bicicleta como meio de
transporte no centro de SP
Foto publicada no jornal O Estado de SP

Ilustração do cartaz temático dos 5 anos da Bicicletada de SP
Feita por: Mona Caron

Mostra a revolução dos ciclistas



Fontes: 

- Folha de S. Paulo de 05/mar/2010: "No rush, carro tão veloz quanto galinha"

- Sobre a permissão de bicicleta na escada rolante do metrô: "O Estado de S. Paulo"  (p. C9) e "JT" (p. 6A), ambos do dia 29/jan/2012, Bruno Ribeiro e Artur Rodrigues assinam a matéria em ambos jornais;

- "Aumento da frota de carros desacelera em SP", matéria de Caio do Valle, jornal "O Estado de S. Paulo", p. C5, 23 de janeiro de 2012.

- "Brooklin vai ganhar ciclorrota de 15km até o fim do mês que vem",  matéria Rodrigo Burgarelli e Vitor Hugo Brandalise, jornal "O Estado de S. Paulo", 21 de janeiro de 2011 (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brooklin-vai-ganhar-ciclorrota-de-15-km-ate-o-fim-do-mes-que-vem,735087,0.htm). 

BICICLETA ANTIGA - CALOI 10 (19...??) - QUE ANO??




Flavio Nunes Maciel, 36 anos, de Maringá/PR, acompanha este blog e me escreveu contando a história da sua Caloi 10, pedindo a ajuda dos demais colegas para descobrir o ano aproximado de sua bicicleta. 


Há dois anos atrás, um amigo de trabalho de Flávio recebeu uma ligação de um tio do interior de SP, comunicando-lhe  que tinha um presente para seu filho: uma Caloi 10 que estava guardada há tempos. 

Flávio e o amigo criaram expectativas sobre as reais condições da bicicleta, especulando que a Caloi 10 deveria estar boa situação, afinal o tio do interior não haveria de dar um presente em precárias condições.

Depois de alguns dias, uma transportadora bateu na casa do amigo de Flávio: dentro de uma caixa, estava esperada Caloi 10, de cor verde, toda original, inclusive os pneus, que estavam se desmanchando provavelmente devido a falta de uso.

Flávio ficou encantado quando viu a Caloi 10 na casa de seu amigo

Passado alguns meses, Flávio notou que o amigo havia encostado a bicicleta e sequer tinha trocado os pneus originais, a fim de preservar aquela raridade do ímpeto de molecagem do filho adolescente.

A originalidade das peças, incluindo o fixador de conduíte.
Parte frontal da bicicleta

Vendo aquela situação, Flávio questionou ao amigo se havia interesse em lhe vender a bicicleta. Mas a resposta foi negativa.

O tempo passou e Flávio esqueceu a Caloi 10 verde.

Em novembro/2011, aquele amigo procurou Flávio dizendo que havia mudado de ideia e queria vender a Caloi 10, pois o filho adolescente estava interessado numa bicicleta cross e não haveria espaço disponível para duas magrelas. 

A Caloi 10 verde, preterida pelo filho adolescente do amigo, foi muito bem recebida por Flávio.

O selim com a grafia "CALOI" 

 O detalhe do decalque impecável e da originalidade
do suporte de garrafa

A Caloi 10 foi encaminhada para uma revisão e limpeza numa bicicletaria de confiança. O mecânico ficou maravilhado com o estado de conservação da bicicleta, atestando que a pintura provavelmente era original. Após desmontá-la e lavar todos os seus rolamentos, constatou-se o desgaste das peças era mínimo, confirmando que aquela magrela era pouco rodada.



A plaqueta frontal e
o freio da marca "Dia-Compe"

Agora, Flávio vem tentando descobrir o provável ano de fabricação de sua bicicleta, mas nem o SAC da Caloi o ajudou após diversas trocas de e-mail e envio de fotos, etc. Vejam a resposta da Caloi:


Informamos que a bicicleta Caloi 10 é da década de 80. No entanto não podemos informar o ano exato de fabricação, naquele tempo não havia site, nem tão pouco a necessidade de tirar foto de todos os modelos, então se faziam comerciais ou alguns catálogos, ou simplesmente disponibilizávamos os produtos na loja sem qualquer tipo de comunicação.
Para conhecer os novos produtos as pessoas simplesmente visitavam as lojas para saber se haviam novidades. Sugerimos que o senhor busque no Google, pois com certeza irá encontrar algum proprietário, amante desse modelo. Ou até mesmo algum vídeo. De qualquer forma segue o link do nosso álbum no facebook: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.286893761336394.92353.225124177513353&type=3. (...)"  

A Caloi não foi capaz de estimar o ano de fabricação da bicicleta,
mesmo com a foto do número do quadro (294717).
Alguém ajuda?

Assim, sabendo que muitos conhecedores de bicicletas clássicas e admiradores das antigas Caloi 10 acessam esse blog, Flávio resolveu escrever para pedir ajuda aos amigos para que lhe fornecessem informações que pudessem elucidar o provável ano de fabricação de sua bicicleta.

Acredito que alguns detalhes, como o número do quadro, a cor da pintura, o estilo do decalque possam estimar o ano dessa bela bicicleta. 

Portanto, quem puder dar alguma informação ou quiser compartilhar seu conhecimento, pode publicar um comentário nessa postagem ou mandar um 'e-mail' para o Flávio:

flavio@onixcd.com.br

E quanto a Caloi 10, é só pedalar....




* Fotos e fonte: Flavio Nunes Maciel
* Sobre a restauração da minha Caloi 10 (1975 - ano estimado): http://viagensdepaulopom.blogspot.com/2011/04/bicicleta-antiga-caloi-10-1975.html
* Quem quiser pode fazer como o Flávio, mande fotos de sua bicicleta clássica e uma breve história para meu 'e-mail' (paulorobertopom@gmail.com) que eu publico no blog.