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14 de ago de 2011

A BICICLETA MAIS SURREAL QUE JÁ VI

A Bicicletada de Julho/2011 (29/07) foi especial, pois pude rever alguns amigos e participar desse evento que há meses não ia. 

Naquele dia, por volta das 7:30, saí da Cidade Universitária rumo à Pça. do Ciclista, no final da Av. Paulista. No meio daquele trânsito caótico, ouço uma doce voz embalando uma suave canção. O som estava alto mas, de alguma forma, a música parecia acalmar o rugido feroz produzido pelos motorizados. 


A voz pertencia àquela linda cantora mineira Paula Fernandes e saía  de potentes caixas de som fixadas numa estrutura iluminada, repleta de bandeiras  tremulantes, que se deslocava lentamente entre os carros perfilados, do outro lado da avenida.  

"Aquela coisa parece uma bicicleta", pensei. Não tive dúvidas: pedalei atrás....


Demorei  um pouco para me livrar dos enroscos do tráfego intenso, mas consegui alcançá-la.

Era realmente uma bicicleta, talvez a mais inusitada, a mais surreal que já tinha visto. Toda pintada de amarelo, repleta de acessórios incomuns e baterias que alimentavam inúmeras luzes coloridas, como aquelas de árvores de natal.



As baterias alimentavam também um sistema de som (DVD), como se vê na foto acima. A imagem ampliada (abaixo) revela os detalhes do painel da bicicleta, com algumas canetas, bloco de anotações, controle remoto do DVD e adesivos ("esta   é a única", "respeite o ciclista" e "muitos me seguem, só Jesus me acompanha"). O destaque são dois visores, um pequeno que parecia ser um GPS e outro maior mostrando a gatíssima Paula Fernandes.  


Não me lembro o nome do ciclista (se alguém souber, me avisa), mas ele me disse que aquele veículo se move apenas pela força do pedal e possui algo como 5.000 luzes. Será que é tanto?



O ciclista indagou se eu estava indo para a bicicletada e me disse que já participou algumas vezes da massa crítica paulistana.


Depois de um bate papo rápido, mas muito proveitoso, nos despedimos. O ciclista e a voz doce da Paula Fernandes foram sumindo na medida que a bicicleta iluminada imergia na escuridão da Rua Alvarenga, no Butantã.


Para mim, a Bicicletada de Julho/2011 só estava começando...



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BICICLETADA NA CATEDRAL DA SÉ (SP) - JULHO/2011

Um Santo da Catedral da Sé
observa de cima a massa crítica

A Bicicletada de Julho/2011 (29/07/11), na cidade de São Paulo, foi memorável. 

Éramos muitos: uns 300 ou 400 ciclistas? Algo por aí, não sei ao certo.

Cheguei em cima da hora com a minha rodada Monark/1995. Estava meio sem fôlego, afinal tinha subido às pressas a Av. Rebouças, tomada de carros e imersa numa fumaceira que não se dissipava em razão do clima seco do inverno paulistano.

Alguns ciclistas já circulavam ao redor da Pça. do Ciclista, convocando os demais para formarem a massa crítica.

Aos poucos, três das quatro faixas da Av. Paulista foram ocupadas por bicicletas, num autêntico exercício do mais legítimo direito de usufruir da via pública. E seguimos rumo Praça da Sé, marco zero da cidade de S. Paulo.


De forma cadenciada, uma porção de ciclistas foi se aglomerando na Praça da Sé, sob os olhares encantados de alguns pobres coitados que moram naquele local.


A Bicicletada é uma excelente oportunidade de se pedalar com segurança pelas ruas de S. Paulo e, ao mesmo tempo, exigir do Poder Público melhores condições de locomoção.


Nessa massa, determinadas bicicletas sempre se destacam, como essa ao lado. 

Enquanto alguns ciclistas se amontoavam nas escadarias da Catedral, sob as imponentes torres de estilo gótico, outros pedalavam em volta do pequeno monumento que representa o marco zero da cidade.

A primeira igreja no local foi instalada em 1591, feita de taipa de pilão, ou seja, paredes de barro e palha.

Parte frontal da Catedral da Sé, no marco zero de SP:
um dos cinco maiores templos neogóticos do mundo
Em 1745, a Sé foi elevada a categoria de catedral e se iniciou a construção de uma nova igreja no local, cuja conclusão se deu em  1764.


Em 1911, a igreja precisou ser demolida para o alargamento da Praça da Sé, mas em 1913 se iniciou a construção do templo atual, inaugurado somente em 1954, ainda sem as duas torres principais.


A Catedral da Sé foi completamente reformada de 1999 a 2002, quando também foram erguidas 14 pequenas torres laterais, que estavam previstas no projeto original. As plantas originais, datadas de 1912, foram encontradas no próprio edifício, permitindo a restauração na conformidade do projeto inicial.

A Bicicletada de Julho/2011 continuou pelas ruas do centro da cidade, mas olhar a Catedral da Sé com a vivacidade ciclística já foi uma experiência incrível. Passei milhares de vezes na frente desse templo, mas só nesse dia é que a olhei como ela realmente merece.

(Fontes da história da Catedral da Sé: www.cidadedesaopaulo.com/sp e Wikipedia)
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MEIO AMBIENTE: SOMOS INSUPERÁVEIS?

Esperando minha vez para cortar o cabelo, comecei a ler um gibi da Turma da Mônica. Uma das historinhas trazia uma sacada muito interessante e por isso compartilho com vocês (clique na imagem para ampliá-la): 



O ser humano é mesmo insuperável...
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