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5 de nov de 2013

CICLOVIAGEM LAGAMAR - CAP. IV: Ilha das Peças

Em maio de 2012, a convite da Expedição & Aventura, pedalei durante quatro dias pelas praias desertas do Lagamar, rodeado de restingas, manguezais, ilhas, morros isolados, vegetação nativa e um mar pulsante. 

blog Viagens de Paulo Pom está contando a história dessa cicloviagem, que no total percorreu os trechos sinalizados no mapa abaixo (clique para ampliar):



Antes de prosseguir, clique nos links abaixo e recordem as postagens antigas: 

Ilha do Cardoso: exuberante 
o Lagamar

Planejamento,
Cananeia e a travessia para a Ilha do Cardoso. 

Pedalando pela Ilha do Cardoso.

Capítulo 3
Ilha de Superaguí.

Mapa Ampliado mostra em vermelho
os trechos de pedal e azul de barcos

Nesse Capítulo 4, vamos pegar um barco e seguir para um pedal mágico pela Ilha das Peças, já no Estado do Paraná. 

ILHA DAS PEÇAS: beleza e encanto

Sob a brisa matutina, lubrificamos nossas bicicletas que haviam sido lavadas no dia anterior.


O cuidado diário com o equipamento é outro fator importante durante as cicloviagens, principalmente em regiões de praianas.

Embarcamos nossas magrelas em um barco de pescador....


... sob os olhares curiosos de três crianças que brincavam com suas bicicletinhas.




Em poucos minutos, Superagui foi ficando para trás...

A Ilha de Superagui foi ficando para trás...

... e aos poucos fomos nos aproximando da Ilha das Peças (PR), que segundo as lendas, possui esse nome em referência ao tráfico de escravos, chamamos de peças, ou porque o local era esconderijo para as peças saqueadas pelos piratas.


 Nas areias da Ilha das Peças
Nesse dia, fizemos um pedal curto (18 km), passando por uma antiga torre de tijolos da Marinha derrubada na praia pela força do mar (fotos abaixo)...





... até chegarmos à vila de pescadores situada defronte a Baía de Paranaguá, onde nos recolhemos na agradável Pousada do Carlinhos, que havia sido reservada pela equipe da Expedição & Aventura




Conversamos com moradores nativos e desfrutamos de um saboroso peixe no restaurante comunitário da Associação dos Moradores. 




Mais tarde, tivemos o privilégio de presenciarmos golfinhos nadando harmoniosamente.





No final da tarde, o sol se escondendo atrás das montanhas elevadas da Serra da Graciosa ...


... e os barcos repousando nas águas calmas da baía compuseram um cenário bucólico. 



Mas a noite, o clarão do Porto de Paranaguá destoava no horizonte e as estrelas ficaram um pouco ofuscadas.

Acompanhem no próximo capítulo:
- Ilha do Peças: área de preservação ambiental e histórica

Quem leva:  

 Expedição & Aventura


Visa integrar práticas esportivas para iniciantes ou mesmo para aventureiros mais experientes, promovendo passeios ou expedições de caiaque e bicicleta em diferentes roteiros. Trabalha com grupos pequenos de 4 a 12 pessoas e organiza viagens durante o ano inteiro. Ideal para quem está começando e não quer se preocupar com agendamentos e infraestrutura.








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27 de out de 2013

CEGOS QUE ANDAM DE BICICLETA


"Cegos usam técnica para 'ver' com audição"

Esse foi o título de uma matéria que me chamou atenção no jornal " O Estado de São Paulo", de 3 de julho de 2011 (matéria de Alexandre Gonçalves, Clarissa Thomé e Fábio Mota, p. A-28). A seguir, vou resumir para vocês.


Daniel Kish, estadunidense, gosta de andar de bicicleta, principalmente por trilhas de montanhas. Ele é cego e usa um sentido semelhante ao sonar de morcegos e golfinhos para reconhecer o ambiente.


Ainda quando era bebê, Daniel ficou cego; aos 2 anos começou a estalar a língua; e aos 10 anos ele adquiriu consciência da técnica que desenvolvera involuntariamente para conhecer o mundo: o barulho que faz com a boca reverberava nas coisas e munia seu cérebro de informações valiosas, como localização, dimensão e profundidade dos objetos.


E isso é o suficiente para o ciclista alcançar uma independência muito boa.

Trata-se do chamado Fenômeno da Ecolocalização, uma estratégia de produzir imagens mentais com sons reverberados pelo ambiente.


Pesquisadores canadenses investigaram  o cérebro de Daniel e descobriram que os ecos são tratados como imagens na sua cabeça. Segundo o pesquisador Lore Thaler, da Universidade de Ontário Ocidental (Canadá), o cérebro já costuma produzir imagens usando ondas de luz e na ecolocalização, elas são substituídas pelas ondas sonoras.


Daniel Kish fundou a World Access for the Blind, com o objetivo de ensinar a técnica de ecolocalização para aumentar a autonomia do deficiente visual. 




"É como aprender piano. Nem todo mundo conseguirá tocar no Carnegie Hall, mas muita gente pode aprender a tocar", afirma Daniel.

O brasileiro Sandro Laina (foto abaixo), de 30 anos, ficou cego aos 7. Para poder brincar com os irmãos nas ruas de Nova Iguaçu (RJ), ele estalava os dedos e batia palmas para saber se tinha um poste ou uma parede à frente. Foi assim que Sandro começou a usar a técnica para corridas de pega-pega e logo passou para a bicicleta.

Sandro, cego desde os 7 anos, anda de bicicleta no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro

Enquanto pedala, Sandro costuma seguir um dos irmãos ou amigos. E quando está sem guia, ele fala sem parar para perceber e evitar os obstáculos. 

Sandro é tricampeão paraolímpico de futebol de cinco (para cegos).

Acompanhe outras histórias no portal: estadão.com.br/e/cegos
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CALOI CECI AZUL MARINHO (bicicleta antiga)

Quem se lembra da CALOI CECI ?


E quem se lembra das meninas com suas cecizinhas?



A CALOI CECI foi lançada em 1972 e foi objeto de desejo das ciclistas nas décadas de 70, 80 e 90. 

A Ceci era um típico modelo de passeio, com pneu lisos, quase sempre sem câmbio, sendo que alguns exemplares vieram com cestinhas (ver Escola de Bicicleta - www.escoladebicicleta.com.br). 

Hoje é uma bicicleta que traz saudades. Felizmente, alguns exemplares ainda circulam por aí (pena que são poucos), sendo que algumas histórias já foram contadas nesse blog.


Lembram da Ceci encontrada na Cidade Universitária? 


(clique aqui para ver essa postagem)

E da Ceci encontrada numa carroça, prestes a ir para o ferro velho?


(clique aqui para ver essa postagem)

E a história da Patrícia Carla, que desde pequena, sonhava em ter uma Ceci e só conseguiu quando adulta, após restaurar um antigo exemplar?


(clique aqui para ver essa postagem)

Meses atrás, a Patrícia me informou que comprou outra CALOI CECI, um modelo que se chamava (Caloi Ceci) Fiori, cor azul escura (foto abaixo). 


Segundo a Patrícia, essa bicicleta está toda original, desde os detalhes, como manetes, selim com a marca Caloi (detalhe abaixo), até mesmo a pintura azul marinho. Ela só trocou os cubos de arrolamento, que estavam com defeito.


Na foto abaixo, outra visão da CALOI CECI FIORI da Patrícia:


E abaixo, os dois exemplares da Patrícia:


Mas a Patrícia  não parou por aí. Ela descobriu que uma tia de seu marido possuía uma Ceci rosa há mais de 20 anos. A bicicleta estava "judiada" pela ação do tempo, porque ela ficava na chuva e no sol.  Vejam: 


A Patrícia ganhou a bicicleta e sua pretensão era restaurá-la. Será que ela conseguiu? Como ficou a bicicleta? Quem sabe teremos essas respostas nas próximas postagens desse blog.
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14 de set de 2013

CICLOVIAGEM LAGAMAR - CAP. III Pedalando pela Ilha de Superaguí

Em maio de 2012, a convite da Expedição & Aventura, pedalei durante quatro dias pelas praias desertas do Lagamar, rodeado de restingas, manguezais, ilhas, morros isolados, vegetação nativa e um mar pulsante. 

blog Viagens de Paulo Pom está contando a história dessa cicloviagem. Antes de prosseguir, clique nos links abaixo e recordem as postagens antigas: 

Ilha do Cardoso: exuberante 
o Lagamar

Planejamento,
Cananeia e a travessia para a Ilha do Cardoso. 

Pedalando pela Ilha do Cardoso.



Nesse Capítulo 3, vamos falar da comunidade do Pontal do Leste (ainda na Ilha do Cardoso) e avançar para Ilha de Superagui, que é um parque nacional. 

O PONTAL DO LESTE

A comunidade do Pontal do Leste é menor do que o Maruja e, por isso, a cultura caiçara é visivelmente mais enraizada.


Casa dos moradores caiçara
O sustento dos seus habitantes depende não só do pequeno movimento de turistas, mas principalmente da pesca

Depois de um bate-papo bem rico com os moradores, entramos num pequeno barco e atravessamos as águas agitadas do Canal de Arapira, já nas proximidades do mar aberto.


Aos poucos....

... a Ilha do Cardoso vai ficando para trás.

SUPERAGUI

Em poucos minutos, atracamos numa praia linda e deserta do Parque Nacional Ilha de Superagui.

O emocionante desembarque no Superagui

Com água agitada até os joelhos, retiramos as bicicletas e alforjes da embarcação e levamos até a areia. Essa parte foi muito empolgante!!



Se na Ilha do Cardoso tive vontade de pedalar até onde minhas pernas pudessem me levar, o meu desejo no Superagui foi de permanecer parado... só contemplando sua natureza pura.

Os morros imponentes da Ilha do Cardoso
vistos do Superagui


Por mim, eu ficava nesse lugar até anoitecer...
Mas prosseguimos a viagem num ambiente tranqüilo, que só foi quebrado quando nos deparamos com uma cena no mínimo curiosa: um cavalo solitário perambulando pela praia deserta.



Ficamos com muita pena do cavalo solitário.
E para que o animal não ficasse à deriva, o Sandro o puxou até as proximidades de uma casa de pescadores, sua provável residência.

Meu amigo Sandro puxando o cavalo numa praia deserta.
Realmente uma cena inusitada.

Eu já tinha visto muito coisa esquisita nesse mundo das viagens de bicicleta, mas nunca um ciclista puxando um cavalo pela praia.



À medida que o sol atingia o horizonte, a paisagem ganhava tons avermelhados.



E quando a noite caiu e o céu ficou salpicado de estrelas, pensei numa antiga dúvida da humanidade: afinal, existem mais estrelas no céu do que grãos de areia na praia?


Felizmente estávamos próximos à Vila de Superagui, nossa parada final daquele dia, pois a maré costuma subir no final da tarde e começo da noite, podendo comprometer qualquer tentativa de deslocamento. Nesse tipo de viagem, é preciso estar muito atento ao vai-e-vem das marés.


Depois de 24 km pedalados pela Ilha de Superagui, chegamos cansados e imundos na Pousada Bella Ilha, mas com um sorriso de orelha a orelha. Tínhamos vivido um dia fantástico numa paisagem litorânea de encher os olhos. Fui dormir cansado, mas feliz por ter recebido da vida, mas um presente especial.


Acompanhem no próximo capítulo:
- a Ilha das Peças: beleza e encanto

Quem leva:  

 Expedição & Aventura


Visa integrar práticas esportivas para iniciantes ou mesmo para aventureiros mais experientes, promovendo passeios ou expedições de caiaque e bicicleta em diferentes roteiros. Trabalha com grupos pequenos de 4 a 12 pessoas e organiza viagens durante o ano inteiro. Ideal para quem está começando e não quer se preocupar com agendamentos e infraestrutura.





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