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5 de fev de 2013

SÃO PAULO VIRA AS COSTAS PARA A MÃE NATUREZA

Ilustração publicada no Jornal do Advogado n. 370,
Ano XXXVII, março/2012
O descaso com que a cidade de São Paulo trata a Mãe Natureza é impressionante. Vejam alguns dados publicados em várias matérias do jornal "O Estado de S. Paulo" que eu colecionei:

- Avanço da mancha urbana: entre 1991 e 2000, a cidade perdeu 5.357 hectares de cobertura vegetal, igual a 34 Parques do Ibirapuera. E a cada 4 meses, quase 1 Parque do Ibirapuera de árvores é cortado. Só para se ter uma ideia, nos primeiros 4 meses de 2011, S. Paulo perdeu 12.187 árvores para dar lugar a prédios e obras de infraestrutura. E são cortes autorizados pela prefeitura! A compensação ambiental, consistente no plantio de mudas, é bem duvidosa e muitas vezes executada sem sucesso.

Menos 34 Ibirapueras em SP de 1991 para 2000

- Vegetação na cidade: 21% do território do município corresponde a vegetação, o que é bastante, mas a maior parte está situada nos extremos sul e norte. Em algumas regiões, como partes do centro, a área verde representa 0%, como mostra o mapa abaixo (clique nele para ampliar).

Área verde na cidade de SP em metros quadrados
(Fonte: O Estado de S. Paulo, 15/mai./2012,
p. C4, Athur Rodrigues e Juliana Deodoro)
Rios poluídos e degradados: os rios que cortam a cidade são canais de sujeira, veneno, mal cheiro e vergonha. Observem na foto abaixo, a confluência dos 2 principais rios paulistanos, o Tietê e o Pinheiros:


É possível notar zero de mata ciliar e muito cimento na borda desses pobres rios. Governos insistem em usar a margem do rio para tráfego de carros, como José Serra (PSDB), que gastou bilhões em dinheiro público para construir uma nova pista na marginal do Rio Tietê, ao invés de investir em transporte público. 

Essa obra foi muito contestada por ambientalistas, geógrafos e urbanistas, mas o então "Soberano" ignorou aqueles que estudam e tocou a obra. Com isso, mais espaços nas margens do Tietê foram impermeabilizados e o pior de tudo: jequitibás-rosa, ipês brancos e roxos, jatobás, paus-brasil, ingás e sibirunas que estavam ao longo dos 24 km da via, morreram no processo de retirada e replantio em 2010.

- Paulistanos Porcalhões: a responsabilidade pela degradação ambiental em que vivemos não é só do Poder Público. Os habitantes da cidade a destroem diariamente. Vejam abaixo a quantidade de pneus retirados de um trecho do Rio Tietê; quem jogou essas tralhas no rio?

Fonte: O Estado de S. Paulo, 5/abr./2012, 
p. C4, matéria de Athur Rodrigues)

- Degradação Ambiental e Pobreza: a cidade de S. Paulo  tem uma quantidade absurda de miseráveis. Como são seres excluídos pela sociedade, eles vivem em lugares igualmente excluídos, ignorados por boa parte dos paulistanos. Veja abaixo, o coitado do cidadão lavando suas parcas roupas num rio fétido e imundo em S. Paulo:

Foto publicada no Estado de S. Paulo, de 28 de outubro
de 2012, p. C2, atribuída a Tiago Queiroz/Estadão

- Conclusão: poderíamos falar muito mais sobre a degradação ambiental de S. Paulo, até porque nem mencionamos a poluição do ar. A tão propalada maior cidade do continente, centro econômico, cultural e financeiro do país e da América do Sul, não passa de uma porcaria em termos ambientais. Tanto dinheiro, tanta cultura e tanta grandeza e não somos capazes de ter dignidade nessa cidade. O paulistano esbanja em falsa soberba, até porque os valores da sociedade capitalista são deturpados. 


Fontes:
Dados extraídos das seguintes matérias do jornal "O Estado de São Paulo":
- p. C6, de 26/mar/2012, reportagem de Rodrigo Burgarelli e Camila Brunelli;
p. C4, de 29/mai/2011, reportagem de Rodrigo Burgarelli e Diego Zanchetta;
p. C2, de 28/out/2012. 

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