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4 de mai de 2014

PEUGEOT PRESTIGE 10 (bicicleta antiga)

"Cada um tem o Peugeot que merece..." 

Essa frase irônica foi proferida por um amigo meu que não é ciclista e valoriza automóveis. Na ocasião, estávamos numa roda de ciclistas, exaltando as bicicletas da marca Peugeot e esse sujeito soltou essa pérola para enaltecer os donos de automóveis daquela marca e menosprezar aqueles que tinham uma bicicleta Peugeot.


Claro que foi uma brincadeira que ele fez, mas pensando bem, a frase não está totalmente errada. Vejam na história que vou contar.

Peugeot
Era mês de novembro, do ano de 2011. Depois de um trânsito absurdo na saída da cidade do Rio de Janeiro, meu ônibus parou na rodoviária de uma pequena cidade do interior do estado do Rio. Era tarde da noite e eu ainda teria que arrumar outra condução para ir à Santa Maria Madalena, onde estava acontecendo o 10º Encontro Nacional de Cicloturismo e Aventura.

Igreja Matriz de Santa Maria Madalena (RJ),
onde foi realizado o 10º Encontro Nacional
de Cicloturismo e Aventura, em 2011
Enquanto eu buscava informações sobre transportes para Madalena, surgiram dois ciclistas que também iriam participar do Encontro de Cicloturismo.

Pedra do Desengano - Sta. Maria Madalena (RJ),
onde foi o Encontro Nacional de Cicloturismo de 2010
Conversamos e percebi que eles estavam tão perdidos quanto eu. Decidimos tomar um ônibus até uma outra cidade e de lá rachar um táxi até Madalena. Era a única opção viável naquele horário da noite. 

Um dos ciclistas possuía uma bicicleta estilo mountain bike (como o modelo abaixo), ideal para os passeios em estrada de terra previstos na programação do evento.


Mas o outro ciclista estava com uma bicicleta modelo speed, ideal para asfalto. Achei estranho e fui conferir de perto, quando tive uma surpresa: a bicicleta não era apenas uma speed, mas sim uma antiga Peugeot Prestige 10 (foto abaixo):

A clássica Peugeot Prestige 10
no Encontro Nacional de Cicloturismo
em Sta. Maria Madalena (RJ)
Não me lembro o nome do jovem ciclista que havia trazido a clássica Peugeot Prestige 10 para o Encontro de Cicloturismo. Tão pouco me recordo o ano de sua fabricação, só me lembro que a bicicleta havia pertencido ao avô daquele ciclista e estava toda original.

Os trocadores de marcha presos no quadro;
os decalques originais característicos da Peugeot
As fotos da Peugeot foram feitas durante o Encontro de Cicloturismo, após um passeio coletivo realizado pela zona rural de Sta. Maria Madalena. Lembro-me que os participantes do evento estavam numa palestra interessante sobre uma grande viagem de bicicleta. Mas o meu interesse era a Peugeot, tanto que escapei da palestra para fotografá-la.



As fotos acima mostram os decalques desgastados do quadro da bicicleta: uma autêntica Peugeot Prestige 10. Abaixo, a parte frontal do quadro, todo trabalhado (!!). Chama atenção o decalque vermelho do Leão, o tradicional símbolo dessa marca. Isso sem falar no sistema freio.


O dono só trouxe essa Peugeot para o Encontro Nacional de Cicloturismo, porque era a única magrela que ele dispunha naquele momento. Abaixo, a parte frontal da bicicleta sob outro ângulo; uma riqueza de detalhes:


Abaixo, o câmbio traseiro: 


Na parte lateral do quadro, o escudo vermelho com o Leão característico da Peugeot e outros detalhes: 


A seguir, foto do garfo e, mais uma vez, uma riqueza de detalhes.


É claro que o ciclista teve dificuldades para pedalar pelas estradas de terra, lama, buracos e pedra de Sta. Maria Madalena. Lembro até que houve algum problema na bicicleta.


É provável também que alguns outros participantes tenham ironizado a bicicleta do nosso amigo, afinal uma speed e ainda tão antiga não cabe num encontro ciclístico com passeios rurais. 


Nada disso importou. A Peugeot Prestige 10 se destacou no meio das bicicletas modernas. 

Realmente, cada um tem o Peugeot que merece... E dentro das opções dessa marca, eu prefiro mil vezes a bicicleta.
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28 de abr de 2014

SEM BRAÇO, JOVEM VOLTA A PEDALAR

Tragédia, força de vontade e superação...

Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", de 9 de março de 2014, p. A 23, mostrou como anda o jovem ciclista David Santos Sousa, de 22 anos, que perdeu o braço direito quando foi atropelado há um ano atrás na Avenida Paulista, cidade de São Paulo. Na época, o atropelamento chocou a todos... 

Por volta das 6 horas da manhã, do dia 10 de março de 2013, David seguia de bicicleta pela Av. Paulista para mais um dia de trabalho como limpador de janelas dos arranha-céus paulistanos, onde utilizava técnicas de rapel. Mas Alex Kozloff Siwek, que voltava de uma boate, atropelou violentamente David. 

Segundo o jornal, Alex estava embriagado e testemunhas relataram que ele conduzia seu carro em zigue-zague e em alta velocidade. Com o impacto, o braço direito de David foi decepado e ficou preso no veículo. Ao invés de parar e prestar socorro, Alex fugiu até a Av. Ricardo Jafet, onde jogou o braço de Davi em um rio. Alex foi preso preventivamente e hoje responde, em liberdade, por um mero processo de lesão corporal, ao invés de tentativa de homicídio como deveria ser.
O ciclista David, que usa a bicicleta como
meio de transporte e pedala 21 km por dia
Foto: O Estado de S. Paulo
David não pôde mais trabalhar com técnicas de rapel para limpar as janelas dos edifícios. Por outro lado, mesmo com o trauma, ele não desistiu da bicicleta e todos os dias pedala 21 km que separam sua casa, situada na periferia paulistana, no limite com Diadema, da escola onde frequenta um curso técnico de administração, no Brás, região central da cidade. 

"Para andar de bike, o braço que perdi não faz falta, aprendi a me virar com o esquerdo mesmo e até virei canhoto", disse David para o jornal. 

Depois do atropelamento e um período de recuperação no hospital, David ganhou uma prótese de um empresário de Sorocaba, que só é usada quando ele não anda de bicicleta. 

Além de estudar, David aposta na carreira de palestrante motivacional: "No ano passado, fiz algumas palestras em empresas e escolas. Quero intensificar neste ano. (...) por problemas pequenos, muitas pessoas querem jogar tudo para o alto, parar de trabalhar, estudar. Elas se esquecem que têm uma vida grandiosa pela frente", disse o ciclista para o jornal.

Fonte: "O Estado de S. Paulo", 9 de março de 2014, p. A 23. 

Vejam o vídeo com David pedalando e fazendo outras atividades:

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ENCONTRO INTERNACIONAL CICLOTURISMO - ITÁLIA

Encontro Internacional de CicloturismoItalia 2014
5 a 13 de setembro de 2014 
(Gabicce Mare - Marche - Italia)

Após o sucesso de 2013, o O Clube de Cicloturismo do Brasil será novamente o organizador do Encontro Internacional de Cicloturismo, a ser realizado nos dias 5 a 13 de setembro de 2014.


Serão 8 dias intensos de muitas emoções, troca cultural, passeios, palestras, tudo isso em Gabicce Mare, uma maravilhosa cidade litorânea de 5 mil habitantes, banhada pelo Mar Adriático, situada numa das mais belas regiões da Itália, a Marche (pronuncia-se “Marke”).


No interior dMarche, as praias dão lugar a uma cadeia de colinas onde está localizada Gabicce Monte, que fará parte do roteiro. Veja a localização da região no mapa abaixo: 

Castelos, vinhas, monumentos, montanhas, pequenos vilarejos, gastronomia, arte, história e natureza são as surpresas que a região reserva a seus visitantes.


Os roteiros passarão por vários lugares de grande importância na vida dos italianos, como Urbino, uma das mais importantes cidades do Renascimento italiano, localizada no topo de uma colina nos Apeninos. A cidade do mestre da pintura renascentista Raffaello Sanzio, é cercada por muralhas medievais e está repleta de palácios e obras de arte a céu aberto.

Os roteiros incluem Tuvullia, cidade do piloto de motovelocidade Valentino Rossi, nove vezes campeão mundial. E também Pesaro, terra do compositor erudito Gioachino Antonino Rossini, que é autor de diversas obras (Il Barbiere di Siviglia, La Cenerentola e Guillaume Tell.


Haverá um passeio para Mondaíno, onde vive Angelo Chiaretti, um dos maiores estudiosos no mundo sobre Dante Alighieri, o maior poeta da língua italiana.


Os três hotéis escolhidos pela organização (categoria****) são especializados em receber ciclistas e realizar passeios de bicicleta pela região. 


Os hotéis oferecem toda estrutura, inclusive oficina mecânica para pequenos reparos e bicicletário. A distância entre eles não passa de 1 km.


A cada dia um passeio diferente levará os ciclistas a conhecer a natureza, os vilarejos, as especialidades alimentícias e a cultura dessa região da Itália. Com guia local e o apoio dos guias do Clube de Cicloturismo do Brasil, os passeios serão feitos em grupo em ritmo lento com o propósito de integração e de ser um ambiente de amizade.


Os passeios serão na maioria por estradas secundárias asfaltadas em alguns momentos sem acostamento, mas com pouco movimento.


Para enriquecer o encontro e a troca de informações, a organização promoverá palestras que abordarão temas relacionados ao cicloturismo, como na foto abaixo, feita no encontro do ano passado:

Todos podem participar, desde o iniciante até quem já é um praticante convicto.


Em 2013, o evento contou com 90 ciclistas. Mais informações sobre os pacotes de viagem, as inscrições, fotos, vídeos e custos podem ser obtidos no endereço eletrônico do

(clique no link).

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10 de mar de 2014

CICLOVIAGEM LAGAMAR - CAP. VI: o caminho de volta....

Em maio de 2012, a convite da Expedição & Aventura, pedalei durante quatro dias pelas praias desertas do Lagamar, rodeado de restingas, manguezais, ilhas, morros isolados, vegetação nativa e um mar pulsante. 

blog Viagens de Paulo Pom está contando a história dessa cicloviagem, que no total percorreu os trechos sinalizados no mapa abaixo (clique para ampliar):



Antes de prosseguir, clique abaixo nas indicações em vermelho e recorde os capítulos anteriores:


LAGAMAR: exuberante 

o Lagamar

Planejamento,
Cananeia e a travessia para a Ilha do Cardoso. 

Capítulo 2
Pedalando pela Ilha do Cardoso.





Capítulo 3
Ilha de Superaguí.

Ilha das Peças

Capítulo 5
Ilha do Mel





Ilha do Mel, seguindo rumo ao Forte,
visto na foto ao longe, bem à esquerda

Nesse capítulo final, deixaremos nossas bicicletas de lado e prosseguiremos de barco.

As surpresas do caminho de volta  


ILHA DO MEL: agência dos Correios

comércio na Ilha do Mel (Vila do Farol) 


Na Ilha do Mel, a partir da Vila do Farol, com suas simpáticas casas de madeira (ver fotos acima e a esquerda), começamos o caminho de volta. 



Mas a natureza pulsante da região ainda nos reservaria momentos inesquecíveis.


Ao invés de retornarmos pela praia, ingressamos na Vila de Brasília e seguimos por uma trilha paralela muito arborizada e gostosa de pedalar...


... até desembocarmos na belíssima praia da Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, que brilhava intensamente (foto abaixo):

De lá, atravessamos novamente o costão que beira o Forte da Ilha do Mel (foto abaixo)...


... e seguimos tranquilamente pela praia até o radio farol da marinha, onde o barco da Pousada do Carlinhos nos aguardava.

Já estávamos habituados com o embarque e desembarque das bicicletas nos barcos. E assim, logo iniciamos a navegação pelas águas calmas da baía, rumo à Ilha das Peças.



Só que, desta vez, tivemos a companhia de inúmeros golfinhos, que nadavam ao redor do barco e elevavam seu dorso para fora d’água. 


Presenciamos um autentico balé sincronizado, que tinha como palco as águas azuladas da Baía de Guaraqueçaba e como pano de fundo as imponentes montanhas da Serra do Mar.


Visual paradisíaco: a Serra do Mar se erguendo
entre as águas calmas e o céu azulado
Dessa vez não atracamos na Ilha das Peças, apenas fizemos uma baldeação para uma lancha que já estava a nossa espera graças à organização da Expedição & Aventura.


Nosso transporte de volta: o Pérola Negra"
Numa velocidade de 30 km/h, o "Pérola Negra" se deslocou para dentro da baía e entrou no Canal do Varadouro, que separa as Ilhas das Peças e Superagui do continente, conforme mostra o mapa abaixo:


No passado, a calha desse canal foi aprofundada e sua largura ampliada, visando a passagem de tropas de guerra. Mas isso vem provocando erosão em alguns pontos da margens.


Atrás dos mangues, a Lua surge
timidamente, só esperando o anoitecer
para brilhar
Fizemos uma parada na vila abandonada de São José do Ararapira, fundada pela Coroa Portuguesa no século XVIII, na então Capitania de São Paulo. Observe na foto abaixo, um exemplo da erosão da margem:



A antiga igreja ainda conserva os bancos de madeira, as imagens no altar, mas não há missas, nem padres e nem fiéis, até porque a pequena vila não conta com moradores fixos. 



Na mesma vila, visitamos um cemitério dos antigos moradores, encravado no meio da mata. Mas os mosquitos estavam bem vivos e rapidamente voltamos para a lancha.




Depois de 2 horas, fizemos uma proveitosa parada no Maruja (Ilha do Cardoso), onde almoçamos uma saborosa tainha recheada:



Era uma segunda-feira de trabalho para o resto do planeta, mas eu parei para admirar o trabalho da Mãe Natureza, a quem agradeci pela oportunidade de ter vivenciado momentos de verdadeira pulsação.

Cena bucólica no Marujá, Ilha do Cardoso
Ao me despedir daquela paisagem, jurei que faria da Ilha do Cardoso minha "casa da praia" e que voltaria muitas outras vezes.


Marujá, Ilha do Cardoso
Marujá, Ilha do Cardoso
Foram mais 50 minutos a bordo do "Pérola Negra", em companhia das árvores retorcidas do manguezal. Chegando em Cananeia, tivemos uma nova acolhida na Pousada Pôr do Sol para um banho e um café da tarde.

Os quatro companheiros de viagem - da esq. para dir.
Sandro, João, Kaua e eu (Paulo)
Uma boa oportunidade para fotografar os equipamentos de segurança e uma amostra do lanche embalado que é servido pela organização da viagem:


E também para tentar fazer amizade com o papagaio da pousada... mas ele estava com cara de "poucos amigos":



De lá, seguimos de carro até S. Paulo, cientes de que o Lagamar, ainda beneficiado pelo seu isolamento, proporciona um pouco da verdadeira pulsação da vida.

Quem leva:  

 Expedição & Aventura

Visa integrar práticas esportivas para iniciantes ou mesmo para aventureiros mais experientes, promovendo passeios ou expedições de caiaque e bicicleta em diferentes roteiros. Trabalha com grupos pequenos de 4 a 12 pessoas e organiza viagens durante o ano inteiro. Ideal para quem está começando e não quer se preocupar com agendamentos e infraestrutura.


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