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13 de jan de 2014

CICLOVIAGEM LAGAMAR - CAP. V: Ilha do Mel

Em maio de 2012, a convite da Expedição & Aventura, pedalei durante quatro dias pelas praias desertas do Lagamar, rodeado de restingas, manguezais, ilhas, morros isolados, vegetação nativa e um mar pulsante. 

blog Viagens de Paulo Pom está contando a história dessa cicloviagem, que no total percorreu os trechos sinalizados no mapa abaixo (clique para ampliar):



Antes de prosseguir, clique nos links abaixo e recorde os capítulos anteriores:

LAGAMAR: exuberante 

o Lagamar

Planejamento,
Cananeia e a travessia para a Ilha do Cardoso. 

Capítulo 2
Pedalando pela Ilha do Cardoso.




Capítulo 3
Ilha de Superaguí.

Ilha das Peças

ao lado - Ilha do Cardoso, a porta de entrada para o Lagamar.





Nesse Capítulo 5, vamos pegar mais um barco para um pedal pela turística Ilha do Mel.


Esquerda para direita: João, Sandro, Eu (camiseta laranja)
e Kauan - café da manhã super cedo para as
emoções da Ilha do Mel

ILHA DO MEL 
preservação ambiental e muita história


Mapa aproximado mostra os trechos percorridos
de barco (azul) e de bicicleta (laranja) até a Ilha do Mel
Logo pela manhã, quando o sol começou a brilhar, nossas bicicletas já estavam prontas para mais uma travessia de barco.



Dessa vez, 40 minutos de barco nos separavam da famosa Ilha do Mel...



... que possui 35 km de perímetro e é composta por sistemas de restinga, manguezais, brejos litorâneos, mata atlântica preservada, dunas, morros, além de trilhas e uma zona de ocupação humana.

Mapa da Ilha do Mel
Sobre a origem do nome, são várias as hipóteses folclóricas: a extração de mel silvestre por índios; a existência de um engenho de farinha de mandioca onde se lê “Mehl” (farinha em alemão); a cor da água do mar vista do alto do Morro das Conchas; o formato da ilha que lembra mel saindo de um recipiente e outras divagações.


A Ilha do Mel a frente
Desembarcamos na frente de uma torre abandonada, próximo ao radio farol da marinha, na praia Ponta do Bicho, onde a ilha é uma Estação Ecológica.















Na foto à esquerda, o urubu não abandonou a torre; à direita, o desembarque das bicicletas na Ilha do Mel.



Sem esforço (foto acima), pedalamos até a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres (foto abaixo)...


...um belíssimo forte militar situado no extremo norte da ilha, construído no século XVIII ao sopé do Morro da Baleia (também conhecido como Morro da Fortaleza), a mando da Coroa Portuguesa para proteger a Vila de Paranaguá do ataque de espanhóis.



Sobre a verga do portão de entrada da construção, destaca-se o brasão da realeza portuguesa.





Uma trilha curta e bem demarcada nos conduziu ao mirante da fortaleza, situado no alto do Morro da Baleia, de onde pudemos descortinar um cenário magnífico, composto pela densa vegetação da ilha, pelas ondas sequenciais que atingiam as pedras da praia e pela vastidão do mar (foto abaixo):


As trincheiras cavadas para proteção dos soldados e os canhões bélicos datados de 1893 estavam completamente preservados (fotos abaixo):

As trincheiras cavadas para proteção dos soldados
permitiam a livre circulação
Os antigos canhões preservados


Felizmente, todo conjunto está restaurado e sobre os cuidados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).



Em seguida, pedalamos mais 3 km pela Praia da Fortaleza até chegar num ponto onde a ilha se afunila, local que se encontram as praias de Brasília e do Istmo.


Subimos uma trilha curta e chegamos num centrinho comercial da Vila do Farol, que estava deserto, afinal era segunda feira. Mas o local é bem frequentado nos finais de semana e feriados.

E o Correio, com sua eficiência, presente na Ilha do Mel

Como nossa visita foi demorada, a maré subiu um pouco e, no caminho de volta, tivemos que empurrar as bicicletas pelo costão rochoso que bordeja o forte (foto abaixo). Mas essa, é outra história... 




Acompanhem no próximo e último capítulo:

O caminho de volta e os novos momentos inesquecíveis que a natureza pulsante nos reservou

Quem leva:  

 Expedição & Aventura

Visa integrar práticas esportivas para iniciantes ou mesmo para aventureiros mais experientes, promovendo passeios ou expedições de caiaque e bicicleta em diferentes roteiros. Trabalha com grupos pequenos de 4 a 12 pessoas e organiza viagens durante o ano inteiro. Ideal para quem está começando e não quer se preocupar com agendamentos e infraestrutura.


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